Artigo 1 - Deus
Cremos e confessamos que há um só Deus, de uma única e simples essência espiritual, eterno, invisível, imutável, infinito, incompreensível, inefável e todo-poderoso. Ele é perfeitamente sábio, bom, justo e misericordioso.
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A Confissão Gaulesa, também conhecida como Confissão Galicana ou Confissão Francesa, foi uma das principais confissões de fé reformadas do século XVI. Ela nasceu no contexto da Reforma Protestante na França, onde os cristãos reformados, chamados de huguenotes, enfrentavam forte perseguição religiosa.
A confissão foi redigida em 1559, durante o primeiro sínodo nacional das igrejas reformadas francesas, realizado secretamente em Paris. Sua elaboração teve grande influência de João Calvino, que enviou um esboço doutrinário às igrejas francesas. O texto final foi organizado e aprovado pelos pastores e representantes reformados franceses.
O documento possuía cerca de 40 artigos e apresentava doutrinas centrais da fé reformada, como:
Um ponto importante é que essa confissão não surgiu em tempos tranquilos, mas em meio à pressão, ao risco e à perseguição. Ela funcionava como uma espécie de bandeira doutrinária em campo de batalha: os reformados franceses queriam demonstrar que não eram rebeldes desordeiros, mas cristãos fiéis às Escrituras e herdeiros da fé apostólica.
Em 1571, no Sínodo de La Rochelle, a Confissão Gaulesa foi reafirmada, ficando também conhecida como Confissão de La Rochelle. Ela se tornou o principal documento doutrinário das igrejas reformadas francesas e exerceu influência em outras confissões reformadas europeias.
Em resumo, a Confissão Gaulesa é o testemunho da fé reformada francesa: bíblica, calvinista, confessional e forjada no fogo da perseguição. Uma pequena fortaleza de tinta e doutrina em meio ao rugido religioso do século XVI.
Também conhecida como Confissão Francesa ou Confissão de La Rochelle, aprovada originalmente em 1559 pelas igrejas reformadas da França.
Cremos e confessamos que há um só Deus, de uma única e simples essência espiritual, eterno, invisível, imutável, infinito, incompreensível, inefável e todo-poderoso. Ele é perfeitamente sábio, bom, justo e misericordioso.
Cremos que Deus se revela aos homens, primeiramente, por suas obras, tanto na criação como na conservação e governo de todas as coisas. Em segundo lugar, e de modo mais claro, Ele se revela por sua Palavra, a qual foi inicialmente comunicada por revelação divina e depois registrada nos livros que chamamos Sagradas Escrituras.
Cremos que as Sagradas Escrituras compreendem os livros canônicos do Antigo e do Novo Testamento: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias, Ester, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
No Novo Testamento, recebemos os Evangelhos segundo Mateus, Marcos, Lucas e João, Atos dos Apóstolos, as epístolas de Paulo, a Epístola aos Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 João, Judas e o Apocalipse.
Reconhecemos esses livros como canônicos e como regra segura de nossa fé, não apenas pelo consenso da Igreja, mas principalmente pelo testemunho e iluminação interior do Espírito Santo, que nos faz distingui-los de outros escritos eclesiásticos. Estes últimos podem ser úteis, mas sobre eles não se deve fundamentar artigo algum de fé.
Cremos que a Palavra contida nesses livros procede de Deus e recebe sua autoridade somente dele, e não dos homens. Por ser a regra de toda verdade, contendo tudo o que é necessário para o serviço de Deus e para nossa salvação, não é lícito aos homens, nem mesmo aos anjos, acrescentar, diminuir ou alterar qualquer coisa nela.
Por isso, nenhuma autoridade humana, costume, antiguidade, quantidade de pessoas, sabedoria, decreto, concílio, visão ou milagre deve ser oposto às Escrituras. Ao contrário, tudo deve ser examinado, regulado e reformado por elas. Também recebemos os Credos Apostólico, Niceno e Atanasiano, porque estão de acordo com a Palavra de Deus.
Cremos que, na única e simples essência divina, há três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O Pai é a primeira causa e origem de todas as coisas; o Filho é sua Palavra e sabedoria eterna; o Espírito Santo é sua virtude, poder e eficácia.
O Filho é eternamente gerado do Pai, e o Espírito Santo procede eternamente do Pai e do Filho. As três pessoas são distintas, mas não separadas; não se confundem, mas são de uma mesma essência, eternidade, poder e igualdade.
Cremos que Deus, em três pessoas cooperantes, por seu poder, sabedoria e bondade incompreensível, criou todas as coisas: os céus, a terra, tudo o que neles há e também os espíritos invisíveis.
Alguns desses espíritos caíram em perdição e se tornaram inimigos de todo bem e da Igreja. Outros foram preservados pela graça de Deus e permanecem como ministros para glorificar seu nome e servir ao bem dos eleitos.
Cremos que Deus não somente criou todas as coisas, mas também as governa e dirige, dispondo e ordenando, segundo sua vontade soberana, tudo o que acontece no mundo. Não afirmamos, com isso, que Deus seja autor do mal ou que a culpa do pecado lhe possa ser imputada.
Antes, confessamos que sua vontade é a regra soberana e infalível de toda justiça. Ele sabe usar até os maus e os demônios de modo admirável, convertendo em bem aquilo que eles fazem com culpa. Assim, adoramos humildemente os segredos de sua providência e descansamos no que Ele revelou nas Escrituras.
Cremos que o homem foi criado puro, íntegro e conforme a imagem de Deus. Contudo, por sua própria culpa, caiu da graça recebida e se alienou de Deus, fonte de justiça e de todo bem.
Sua natureza tornou-se totalmente corrompida; sua mente, obscurecida; seu coração, depravado. Embora ainda conserve alguma percepção entre o bem e o mal, essa luz se transforma em trevas quando se trata de buscar a Deus. Sua vontade está cativa ao pecado, de modo que não possui liberdade para o bem, a não ser aquela que Deus lhe concede.
Cremos que toda a descendência de Adão está contaminada pelo pecado original, que é vício hereditário, e não mera imitação, como ensinaram os pelagianos. Em Adão, todos fomos privados dos bens recebidos e caímos em pobreza, miséria e maldição.
Cremos que esse vício é verdadeiramente pecado e suficiente para a condenação de todo o gênero humano, inclusive das crianças ainda no ventre materno. Mesmo depois do batismo, ele permanece sendo pecado quanto à sua natureza, embora a condenação seja removida dos filhos de Deus por sua graça gratuita.
Esse pecado continua produzindo frutos de malícia e rebelião, de modo que até os mais santos, enquanto vivem neste mundo, são marcados por fraquezas e imperfeições.
Cremos que, da corrupção e condenação geral em que todos os homens estão mergulhados, Deus retira aqueles que, em seu conselho eterno e imutável, escolheu por sua bondade e misericórdia em Jesus Cristo, sem consideração às obras deles.
Os demais são deixados nessa corrupção e condenação, para manifestação de sua justiça. Ninguém é melhor que o outro até que Deus o distinga segundo seu propósito eterno em Cristo, determinado antes da fundação do mundo.
Cremos que tudo o que é necessário para nossa salvação nos foi oferecido e comunicado em Jesus Cristo. Ele nos foi dado como sabedoria, justiça, santificação e redenção. Assim, rejeitar Cristo é renunciar à misericórdia do Pai, na qual temos nosso único refúgio.
Cremos que Jesus Cristo, sendo a sabedoria de Deus e seu Filho eterno, assumiu nossa carne para ser Deus e homem em uma só pessoa. Ele foi verdadeiro homem, semelhante a nós, capaz de sofrer no corpo e na alma, mas sem qualquer mancha de pecado.
Quanto à sua humanidade, Ele é verdadeira descendência de Abraão e de Davi, embora concebido pelo poder secreto do Espírito Santo. Rejeitamos, portanto, todas as antigas heresias que confundem ou destroem suas duas naturezas.
Cremos que, na única pessoa de Jesus Cristo, as duas naturezas estão verdadeira e inseparavelmente unidas, permanecendo cada uma com suas propriedades próprias. A natureza divina permanece incriada, infinita e presente em todas as coisas; a natureza humana permanece finita, com sua forma, medida e propriedades.
Mesmo depois da ressurreição, quando Cristo conferiu imortalidade ao seu corpo, Ele não removeu dele a realidade da natureza humana. Assim, confessamos sua divindade sem despojá-lo de sua humanidade.
Cremos que Deus, ao enviar seu Filho, quis demonstrar seu amor e sua bondade incomparável para conosco. Ele o entregou à morte e o ressuscitou para cumprir toda justiça e nos adquirir a vida celestial.
Cremos que, pelo único e perfeito sacrifício que o Senhor Jesus ofereceu na cruz, fomos reconciliados com Deus e considerados justos diante dele. Não podemos ser agradáveis a Deus nem participantes da adoção senão por meio do perdão de nossos pecados.
Confessamos que Jesus Cristo é nossa purificação perfeita; em sua morte temos plena satisfação por nossas transgressões, e somente por esse remédio podemos ser libertos de nossas iniquidades.
Cremos que toda a nossa justiça está fundada no perdão dos pecados. Rejeitamos, portanto, todos os outros meios de justificação diante de Deus. Sem presumir mérito algum em nós mesmos, descansamos somente na obediência de Jesus Cristo, que nos é imputada para cobrir nossas faltas e nos fazer encontrar graça e favor diante de Deus.
Se nos desviarmos desse fundamento, ainda que minimamente, não encontraremos repouso, pois jamais teremos paz com Deus até estarmos seguros de que somos amados em Cristo.
Cremos que, por meio de Cristo, temos liberdade e privilégio para invocar a Deus com plena confiança, sabendo que Ele se mostrará Pai para conosco. Não temos acesso ao Pai senão por esse Mediador; e, para sermos ouvidos em seu nome, devemos receber nossa vida dele como nosso Cabeça.
Cremos que somos feitos participantes dessa justiça somente pela fé. Pela fé nos apropriamos das promessas de vida dadas em Cristo e experimentamos seu efeito, certos de que aquilo que Deus prometeu em sua Palavra não nos enganará.
Assim, a justiça que recebemos pela fé depende das promessas gratuitas pelas quais Deus declara e testifica seu amor por nós.
Cremos que somos iluminados na fé pela graça secreta do Espírito Santo. A fé é um dom gratuito e especial que Deus concede a quem lhe apraz, de modo que os fiéis não têm motivo para se gloriar, mas devem ser ainda mais agradecidos.
Cremos também que a fé não é dada aos eleitos apenas para introduzi-los no caminho correto, mas para fazê-los perseverar nele até o fim. Aquele que começou a boa obra também a completará.
Cremos que, por essa fé, somos regenerados em novidade de vida, embora por natureza sejamos sujeitos ao pecado. Pela fé recebemos a graça de viver santamente e no temor de Deus, acolhendo a promessa do Evangelho de que Deus nos dará seu Espírito Santo.
A fé não esfria o desejo de viver bem; ao contrário, necessariamente produz boas obras. Contudo, confessamos que as boas obras feitas pelo Espírito não contam como base de nossa justificação nem merecem nossa adoção como filhos, pois nossa consciência deve repousar somente na satisfação de Cristo.
Cremos que as figuras e cerimônias da Lei chegaram ao seu fim com a vinda de Jesus Cristo. Embora essas cerimônias não estejam mais em uso, sua substância e verdade permanecem naquele em quem todas foram cumpridas.
Além disso, devemos nos servir da Lei e dos Profetas tanto para orientar nossa vida como para sermos confirmados nas promessas do Evangelho.
Cremos que Jesus Cristo é nosso único Advogado e que Ele nos ordena achegar-nos ao Pai em seu nome. Também cremos que não é lícito orar senão conforme a forma ensinada por Deus em sua Palavra.
Por isso, rejeitamos as invenções humanas acerca da intercessão dos santos falecidos, bem como quaisquer meios pelos quais os homens pretendam redimir-se diante de Deus. Rejeitamos também o purgatório, votos monásticos, peregrinações, proibições de casamento e alimentos, observâncias cerimoniais, confissão auricular, indulgências e tudo aquilo que pretende merecer graça e salvação.
Cremos que, visto que desfrutamos de Cristo somente pelo Evangelho, a ordem da Igreja, estabelecida por sua autoridade, deve ser considerada santa e inviolável. Assim, a Igreja não pode subsistir sem pastores encarregados do ensino, os quais devem ser honrados e ouvidos reverentemente quando chamados corretamente e quando exercem fielmente seu ofício.
Deus não está preso a esses meios, mas lhe agrada governar-nos por eles. Por isso, rejeitamos os que desejam abolir o ministério, a pregação da Palavra e os sacramentos.
Cremos que ninguém deve se separar e contentar-se em permanecer sozinho. Todos devem guardar e manter a unidade da Igreja, submetendo-se ao ensino comum e ao jugo de Cristo, onde quer que Deus tenha estabelecido uma verdadeira ordem eclesiástica.
Aqueles que não se unem a essa ordem ou dela se separam contrariam a ordenança de Deus.
Cremos que é necessário discernir com cuidado e prudência qual é a verdadeira Igreja, pois esse título é frequentemente abusado. Segundo a Palavra de Deus, a verdadeira Igreja é a companhia dos fiéis que concordam em seguir essa Palavra e a religião pura que dela procede.
Esses fiéis crescem durante toda a vida no temor de Deus e recorrem continuamente ao perdão de seus pecados. Contudo, não negamos que entre os fiéis possa haver hipócritas e réprobos, cuja malícia não destrói o título de Igreja.
Cremos que, propriamente falando, não há Igreja onde a Palavra de Deus não é recebida, onde não há profissão de sujeição a ela e onde não há uso correto dos sacramentos.
Por isso, rejeitamos as assembleias em que a pura verdade de Deus é banida, os sacramentos são corrompidos ou falsificados, e superstições e idolatrias prevalecem. Contudo, reconhecemos que, onde a substância do batismo permanece, aqueles que foram batizados não precisam ser batizados novamente.
Cremos que a verdadeira Igreja deve ser governada segundo a ordem estabelecida por nosso Senhor Jesus Cristo. Deve haver pastores, presbíteros ou supervisores, e diáconos, para que a doutrina pura seja ensinada, os vícios sejam corrigidos, os pobres e aflitos sejam socorridos, e as assembleias sejam realizadas em nome de Deus para edificação de todos.
Cremos que todos os verdadeiros pastores, onde quer que estejam, possuem a mesma autoridade e igual poder debaixo de um só Cabeça, o único soberano e universal Bispo: Jesus Cristo. Por isso, nenhuma igreja deve pretender domínio ou senhorio sobre outra.
Cremos que ninguém deve assumir por autoridade própria o governo da Igreja. Tal ofício deve vir por eleição, tanto quanto for possível e conforme Deus permitir.
Reconhecemos que, em tempos extraordinários de ruína e desolação da Igreja, Deus pode levantar homens de modo extraordinário para restaurá-la. Ainda assim, a regra ordinária permanece: pastores, presbíteros e diáconos devem ter testemunho de chamado legítimo ao seu ofício.
Cremos que é bom e útil que aqueles escolhidos para supervisionar a Igreja deliberem juntos sobre os meios adequados para governar todo o corpo. Contudo, eles não devem se afastar daquilo que nosso Senhor Jesus Cristo ordenou.
Isso não impede que haja regulamentos particulares em cada lugar, conforme a necessidade e conveniência, desde que não contrariem a Palavra de Deus.
Rejeitamos todas as invenções humanas e leis introduzidas sob pretexto de culto a Deus, pelas quais se pretende prender as consciências. Recebemos apenas aquilo que promove a concórdia e mantém todos em obediência, do maior ao menor.
Nesse ponto, seguimos o que o Senhor Jesus ensinou sobre a excomunhão, a qual aprovamos e confessamos ser necessária, com tudo o que lhe pertence.
Cremos que os sacramentos foram acrescentados à Palavra para mais ampla confirmação, a fim de serem para nós penhores e selos da graça de Deus, ajudando e sustentando nossa fé por causa de nossa fraqueza.
Eles são sinais exteriores pelos quais Deus opera pelo seu Espírito, para que nada nos seja significado em vão. Contudo, confessamos que toda a substância e verdade dos sacramentos está em Jesus Cristo; separados dele, não passam de sombra e fumaça.
Confessamos apenas dois sacramentos comuns a toda a Igreja. O primeiro é o Batismo, dado como testemunho de nossa adoção, pois nele somos enxertados no corpo de Cristo, lavados e purificados por seu sangue, e renovados para uma vida santa pelo seu Espírito.
Embora sejamos batizados apenas uma vez, o benefício significado no Batismo se estende por toda a vida e até a morte. Ainda que seja sacramento de fé e arrependimento, como Deus recebe os filhos dos crentes em sua Igreja, afirmamos, pela autoridade de Cristo, que os filhos dos fiéis devem ser batizados.
Confessamos que a Santa Ceia, segundo sacramento, é testemunho da união que temos com Cristo. Ele não apenas morreu e ressuscitou por nós uma vez, mas também nos alimenta verdadeiramente com sua carne e sangue, para que sejamos um com Ele e sua vida seja comunicada a nós.
Embora Cristo esteja no céu até que venha julgar o mundo, cremos que, pela ação secreta e incompreensível de seu Espírito, Ele nos alimenta e vivifica com a substância de seu corpo e sangue. Isso se dá espiritualmente, pois esse mistério é celestial e só pode ser apreendido pela fé.
Cremos que, tanto na Ceia como no Batismo, Deus nos dá real e efetivamente aquilo que neles é representado. Por isso, unimos aos sinais a verdadeira posse e fruição daquilo que eles apresentam.
Assim, todos os que se aproximam da mesa sagrada de Cristo com fé pura recebem verdadeiramente o que os sinais testificam: que o corpo e o sangue de Jesus Cristo alimentam a alma, assim como o pão e o vinho alimentam o corpo.
Cremos que a água do Batismo, embora seja elemento frágil e terreno, testifica verdadeiramente a purificação interior da alma pelo sangue de Jesus Cristo e pela eficácia de seu Espírito. Do mesmo modo, o pão e o vinho dados na Ceia servem de verdadeiro alimento espiritual, mostrando-nos que a carne de Cristo é nosso alimento e seu sangue é nossa bebida.
Rejeitamos, portanto, os que não querem receber esses sinais e testemunhos, visto que nosso Salvador declarou: “Isto é o meu corpo” e “este cálice é o meu sangue”.
Cremos que Deus deseja que o mundo seja governado por leis e autoridades, para que haja freios que contenham os apetites desordenados dos homens. Ele estabeleceu reinos, repúblicas e toda forma legítima de governo, hereditária ou não, e deseja ser reconhecido como seu autor.
Deus colocou a espada nas mãos dos magistrados para reprimir os pecados cometidos contra a primeira e a segunda tábua dos mandamentos. Por causa dele, devemos reconhecer, honrar e respeitar as autoridades como oficiais estabelecidos por Deus para exercer um cargo legítimo e santo.
Cremos que se deve obedecer às leis e estatutos das autoridades, pagar impostos, tributos e outros encargos, suportando o jugo da sujeição de boa e livre vontade, mesmo que as autoridades sejam infiéis, desde que a soberania absoluta de Deus permaneça intacta.
Por isso, rejeitamos aqueles que pretendem recusar as autoridades superiores, estabelecer confusão comum dos bens ou subverter a ordem da justiça.